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Boletim IDE | Quando o Evangelho encontra corações dispostos

há 1 dia
7 min de leitura

O projeto IDE 2026 foi, mais uma vez, marcado por atendimentos médicos, consultas odontológicas, visitas às comunidades, momentos de discipulado e ações voltadas para crianças, jovens e famílias.


Em cada atividade, um mesmo propósito conduziu a equipe: anunciar o amor de Cristo por meio do serviço. Enquanto alguns cuidavam da saúde, outros ensinavam, brincavam, oravam, ouviam histórias e caminhavam lado a lado com as comunidades. Cada voluntário serviu com seus dons, mas todos compartilharam da mesma missão.


A seguir, veremos os relatos de alguns voluntários que participaram do projeto. Esperamos que essas histórias possam te encorajar a glorificar a Deus em tudo que fizer. Quem sabe até te inspire a se juntar a nós em uma viagem missionária pela Amazônia brasileira.


| QUANDO AS CRIANÇAS SORRIEM, O EVANGELHO FLORESCE


Karla Francielle, voluntária da equipe infantil, compartilhou:



“Não tem como o sorriso no rosto não aparecer quando você olha tantas crianças lindas e abertas para escutar sobre o evangelho de Cristo. O mais importante quando a equipe se reunia era a disposição de cada uma de nós para fazer o que foi planejado dar certo. Isso se refletia no cumprimento do cronograma das tarefas planejadas durante o dia.


Seguimos para a escola onde levaríamos para cada criança canções que falavam do amor de Jesus, ensinava-se o versículo, contava-se a história e tinha espaço até para brincar. No segundo momento foram duas palestras educativas sobre higiene bucal e das mãos. E para fechar com chave de ouro distribuímos bolas e bonecas, e ver o brilho nos olhos e o sorriso no rosto era a parte

mais linda desse momento.


Falar de Jesus aos pequenos é muito fácil e muito simples, pois o amor de Jesus é contagiante e

demonstrado no cuidado de cada voluntário. O nosso coração voluntário se alegra com a anunciação do evangelho que salva e que muda uma história inteira a partir do momento que um pequenino não é impedido de chegar a Cristo, porque deles é o Reino de Deus.”


| O PRIVILÉGIO DE VIVER O IDE


O pastor Fredson Miranda resume aquilo que muitos voluntários experimentaram durante a viagem:


“Louvo a Deus pela oportunidade que Asas de Socorro me proporcionou de viver o “ide” de Jesus de uma forma diferente na Amazônia. Foram dias marcantes com irmãos comprometidos em propagar o amor de Deus. O “ide” não é apenas um mandamento, é um privilégio. Venha viver essa missão!”.


| QUANDO CRISTO TRANSFORMA O NOSSO OLHAR


Ana Cássia Ribeiro destacou como Deus trabalhou em seu coração:


“O IDE 2026 me proporcionou uma experiência na qual Cristo, mais uma vez, transformou meu olhar. Contemplar Seu amor sendo multiplicado em cada ato de serviço: na odontologia, nas consultas médicas, no trabalho com as crianças, com os jovens e adolescentes da comunidade e em cada visita, me fez perceber ainda mais o quanto Ele é poderoso para fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos, conforme Efésios 3:20. Para mim, foi um privilégio fazer parte do que Deus tem feito no interior do Amazonas. Sua presença foi real ali, enquanto estávamos lá e, com certeza, continua lá em cada coração onde Sua semente foi plantada. Entre os rios da Amazônia, Ele está! Sou imensamente grata por essa oportunidade!”


| SERVIR TAMBÉM É CUIDAR DOS DETALHES


Vitória Mariano viveu a missão em diferentes frentes de trabalho:


“Participei do IDE 2026 e, nos dias de atendimento nas duas comunidades que estivemos presentes, observamos que o cuidado é extremamente necessário com atitudes e atos de serviço.


Fiquei na equipe de farmácia em alguns momentos e, durante as dispensações de medicações, eu e Luciana tínhamos que desenhar muitas vezes um sol e uma lua para que a pessoa atendida conseguisse entender melhor como tomar a medicação de forma correta. E, a cada explicação, ela dava um sorriso de gratidão para nós. Em cada sorriso, cada atendimento, cada ficha de triagem preenchida e cada foto, observamos o cuidado de Deus.


Tive a oportunidade de trabalhar com os jovens também durante a trilha e foi uma bênção. Além de tirar fotos, participei de parte da trilha com a equipe de Parintins e a alegria dos irmãos também nos contagiou, pois é a alegria que vem do Senhor. As programações trabalharam não somente o coração da comunidade, mas também o de todos os voluntários, assim como o meu. Foi um privilégio poder servir e registrar, por meio das imagens, um pouco de tudo o que Deus realizou nessa viagem missionária.”


| A FINITUDE HUMANA E A PLENITUDE DIVINA


Jackeline Melo, que trabalha no departamento de Comunicação e Captação de Recursos de Asas de Socorro, também participou da viagem. Ela registrou lindas reflexões a respeito disso:


“Já aconteceu com você de viajar e, depois de alguns dias, simplesmente não saber mais que dia é? Foi mais ou menos isso que aconteceu comigo. Em determinado momento da viagem, eu perdi a minha referência de tempo. Os dias começaram a se misturar. As atividades, os lugares, as pessoas… E foi curioso perceber uma coisa: eu preciso do tempo para me localizar. Eu preciso saber que dia é, que horas são, o que aconteceu ontem, o que vai acontecer amanhã. Eu vivo em sequência: ontem, hoje, amanhã. Mas Deus não. Quando o princípio começou, Deus já estava lá. O tempo faz parte da criação. Nós entramos no tempo. Deus é o seu Criador.


R. C. Sproul chama atenção justamente para essa diferença entre Criador e criatura: nós somos finitos, dependentes e mutáveis; Deus é eterno, autossuficiente e não depende de nada fora de si.

Então, aquela pequena confusão com os dias acabou me lembrando de uma coisa enorme: eu sou limitada pelo tempo. Deus não. E talvez você já tenha percebido isso também. A gente tenta controlar o tempo: organiza agenda, coloca despertador, faz lista, cria cronograma… E mesmo assim chega no fim do dia e pensa: ‘eu fiz tudo isso e ainda faltou tanta coisa?’ Porque somos criaturas. Temos 24 horas. Um corpo. Uma atenção. Um lugar por vez.


Foi aí que a viagem me ensinou a segunda coisa: eu não sou onipresente. Durante a viagem havia sempre alguma coisa acontecendo. Uma atividade aqui, outra ali… Muito para registrar. Uma câmera para carregar. Memória para liberar. E, quando eu estava em um lugar, um evento diferente se passava em outro. Era inevitável devido a toda nossa programação. Estar aqui significava não estar lá.


Já aconteceu com você? Você está em uma função e lembra que deveria estar resolvendo outro detalhe? Está conversando com alguém e pensa em quem ficou esperando? Está fazendo uma coisa e sabe que outras cinco estão acontecendo ao mesmo tempo? Pois é. Nós somos assim. Nossa presença é limitada.


Nós não podemos estar em toda parte. Deus pode. Spurgeon, falando sobre isso, usa uma imagem extraordinária: Deus está tão presente que aquilo que para nós parece impossível — estar plenamente presente em lugares diferentes — não diminui a sua presença em nenhum deles.



Tive a oportunidade de servir na Capelania e que privilégio! Ouvir histórias, falar com as pessoas e conhecer suas realidades nos faz refletir sobre nossa falta de contentamento. Sr. Roberto me ensinou sobre o valor da educação e da história. Dona Claudete sobre o quanto o ato de não perdoar pode conter doses de tristezas e peso ao coração. Dona Lindalva me mostrou que a hospitalidade pode ser exercida com simplicidade. Sr. Clauber é testemunho vivo de que Cristo pode transformar realidades, como o vício. A Capelania era sobre saber ouvir as pessoas. Como seres relacionais, assim Deus nos criou, as pessoas estão carente de ouvidos que realmente ouvem.


A grande questão é que eu fui para uma viagem missionária e voltei pensando muito menos sobre a minha capacidade de estar presente e muito mais sobre a presença de Deus. Porque eu não consigo estar em todos os lugares, mas Ele consegue. Eu não consigo controlar o tempo, porém, Ele é eterno. Salmo 90:2 diz: ‘de eternidade a eternidade, tu és Deus’. Isso coloca as coisas no lugar.


Talvez a gente sofra tanto porque tenta ocupar um lugar que não foi feito para nós. Queremos saber tudo, estar em todo lugar, resolver tudo, antecipar tudo, controlar tudo. Mas isso não é humanidade. Isso é uma tentativa de ser aquilo que somente Deus é. E talvez a maturidade cristã tenha muito a ver com aprender a dizer: ‘eu não consigo’. Não como desistência, mas como confissão.


Existe um Deus que não perdeu a referência do tempo e as rédeas da história. Existe um Deus que não perdeu nenhum daqueles que tem de vista. E talvez seja por isso que, no final, a pergunta não seja: ‘onde eu estava?’ ou ‘quanto eu consegui fazer?’. Talvez seja: ‘onde Deus estava?’. E a resposta é: em todos os lugares. Na Capelania, com os jovens, com as crianças, nos atendimentos médicos, na logística, nas triagens, na cozinha, na gestão…


Eu posso perder a referência do tempo, Deus não. Eu sou limitada, Ele é infinito. Eu sou passageira, Ele é eterno. Eu estou em um lugar por vez, Ele está presente em todo lugar. E talvez seja exatamente isso que significa não estar no centro. Eu não preciso ocupar todos os lugares. Não preciso controlar todos os tempos. Porque há um Deus que pode. E, no fim, é muito bom descobrir que Deus continua sendo Deus quando eu finalmente admito que não sou. Talvez o ato mais cristocêntrico a declarar, seja aprender a dizer: ‘eu não sou’, diante do grande Eu sou!”


| O PRÓXIMO RELATO PODE SER O SEU


Cada gesto de amor aponta para a mesma verdade: Deus continua usando pessoas para fazer sua obra maravilhosa.


No IDE, o Evangelho é anunciado com palavras, mas também com cuidado, serviço, compaixão e presença. Quando a Igreja decide ir, vidas são transformadas.


Deus continua chamando homens e mulheres dispostos a servi-lo. Com sua profissão. Com seus dons. Com seu tempo. Com seu coração. Venha viver o IDE! Anunciar o Evangelho é mais do que uma ordem, é também um privilégio.


| QUE TAL JÁ SE PREPARAR?


Participe das viagens missionárias, ajude com seus dons, caminhe em obediência e descubra como é abençoador servir a Deus e ao próximo.


| DATAS DAS PRÓXIMAS VIAGENS


Puxirum da Esperança – “União que transforma”

  • 14 a 20 de março de 2027

  • 04 a 11 de abril de 2027

  • 03 a 09 de maio de 2027

  • 13 a 19 de junho de 2027

  • 12 a 18 de setembro de 2027

 

Projeto IDE

  • 11 a 19 de julho de 2027 – IDE – Ayhu Amazônia (“Ir, amar, cuidar, servir com afeto profundo.”)

 

Expedição pela Amazônia

  • 23 a 29 de agosto de 2027 – 1ª  Expedição Amazônia Regenera (“Servindo vidas. Restaurando a Criação.”)

 

Missão Puraque

  • 25 de outubro a 1º de novembro de 2027 – Missão Puraque – “Deus está nas margens”


 
 
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